domingo, 11 de outubro de 2015

A Tal Intersecção - Parte 3


JUVENTUDE

Agora visto uma bela couraça que reluz para fazer a revolução, as damas me elogiam e dizem que o glamour está nos meus olhos, uma couraça que esconde meu corpo também esconde quem sou, eu sou imortal? Pego na espada enquanto esvazio a mente e deixo ela fora de mim, um personagem indiferente que fere a todos que se aproximam não faz revolução, faz somente barulho e nem lembra mais do porque está ali...
A individualidade se firma e agora pensamentos se confundem, crescer é egoísmo?! Nem percebemos que estamos fazendo o mesmo caminho do passado, não vemos que a “ciência” já nos obscureceu, agora estamos mais preparados, preparados para sei lá o que, sinto que preparados estamos para fazer tudo para sobreviver... que viagem não? Estamos numa luta perdida, cedo ou tarde vão nos atingir seja com a bala do tempo, da doença ou da tragédia, e lá cairemos seja lá onde e não nos levantaremos mais, porém ignoramos, dizemos, “vamos viver”, e esquecemos que não vivemos, não vivemos porque não pensamos, e não pensamos por medo... Por um momento eu finjo pensar, balanço a cabeça e repito sem entender “penso, logo existo”, depois jogo a mochila e vou viajar novamente, minha família se torna invisível agora, os filmes ganham um tempo generoso em minha vida, e eu viro um bom ator e me divirto em todos os sentidos.
Infelizmente poucos vão sobreviver para aprender que as vezes não há outra chance na vida, como diz um provérbio “três coisas existem que não voltam: a flecha atirada, a palavra dita e a oportunidade perdida”, acho que a juventude se resume em aprender isso e rápido chegamos ao que eu chamo de adultice.

Ah, antes que eu esqueça, esse texto embora curto está sim com um uso exagerado de metáforas e ambiguidades isso é porque quero dizer que a juventude se caracteriza em não ter ideias coerentes ou vê-las com clareza.

Para continuar clique aqui > Parte IV <

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