V
TEORIA DO COMPORTAMENTO
3ªFase: VerdadeA maldição da mentira.
Uma coisa que fica claro depois deste estudo é que o corpo não é a vida em si no caso do ser humano, o corpo é somente um ponto onde o homem pode entrar em contato com outros, se comunicar, contudo ele não é a vida, e devo dizer que ele somente contém, na verdade não seria nem conter a palavra correta; a vida em si não dependerá do meio, ou do próprio corpo, além de deficiências nele poderem incapacitar a sua interação com o meio, ou até comprometerem a percepção deste, mas a vida correrá no tempo linear do mesmo modo que ocorreria com o corpo em boas condições; a vida é algo mais simples e muito difícil de ser dividida. Nasce uma pergunta desta afirmação então o que é a vida? Como podemos classificá-la? Nós já sabemos que o corpo em si é como uma ferramenta, um ponto físico, uma constante que pode representar aquilo que somos, como um terreno, ou melhor uma casa, com a qual nós podemos fazer o que quisermos; a vida está dentro desta casa, se a vida está dentro da casa será que é possível sair dele? “É claro que é possível” diria qualquer que seja o escritor de romance ou ficção, na verdade até um ator ou um diretor de um filme, sair de casa significa sair do ponto fixo e ir para um lugar diferente daquele que o ponto determina, este lugar é irreal, e é isso o que ocorre quando nós lemos ou vemos um filme, em casos de filme de terror não há nada que nós ofereça um saldo negativo, porém nós (pelo menos a maioria) sentimos medo ou ficamos tensos enquanto assistimos um filme, isso é totalmente irreal, contudo nós aceitamos o que vemos como real, se isso ocorre, se os sentimentos podem ser gerados por algo irreal vindo por alguma entrada (basicamente os cinco sentidos) será que o que nós vivemos não é uma mentira? Será que estamos simplesmente assistimos uma televisão? no livro Curso de Física- ondas, som e luz, da editora Edgard Blücher, na introdução do livro está escrito assim: “(...) A maior parte, senão todos os conhecimentos que temos do mundo material, chegou até nós através de nossos sentidos mais importantes: a visão e a audição, uma raça de pessoas totalmente cegas e surdas teria muita pouca possibilidade de adquirir mesmo uma estrutura incompleta de conhecimentos do mundo que a cerca, comparados aos que nós possuímos.”; esta afirmação nos faz pensar, e se nós formos cegos? Será que estamos apenas assistindo um mundo irreal que não corresponde a realidade na sua totalidade? Será que realmente ‘há mais mistérios entre o céu e terra do que a vã filosofia pode explicar’? Será que existe a realidade? Ou esta só existe na mente humana? De qualquer modo, a terceira fase se baseia na verdade, e esta é muito difícil de ser encontrada, na verdade o mais difícil é aceitá-la, de qualquer forma tentarei ser o mais abrangente possível para que qualquer indivíduo consiga achar a realidade, para isso preciso destacar que prosseguiremos levando em consideração esta linha de pensamento, vale destacar o que é real, e o que corresponde a realidade alternativa; primeiro um objeto ou ser só pode ser considerado real se este pode interferir na vida ou no decorrer desta no mundo de algum modo, não estamos lidando com probabilidade mas com possibilidade, se é possível, além de extremamente improvável este ser ou objeto interferir na vida, comprovadamente possível, então é algo que pode ser considerado real; se este ser não pode interferir na vida, se este depender da necessidade, dos valores, então este ser ou objeto é irreal, de qualquer modo é extremamente difícil achar a realidade, contudo algumas formas podem ser consideradas diretrizes e fazendo uso delas se pode achar a realidade, são elas:
Humildade: a humildade é um conceito poderoso, a humildade é a simplicidade de viver sem uma verdade fixa em nós mesmos, pois, sabendo que a sensibilidade da realidade do mundo a nossa volta é desenvolvida pela nossa mente, podemos afirmar que quando nós temos certeza de algo, ou melhor dito, quando nós dizemos que sabemos que tal acontecimento ocorrerá duas possibilidades se apresentarão: A primeira é a alteração da percepção da realidade de modo que o acontecimento venha a ocorrer aos “olhos” do indivíduo em questão, este sentirá que tal acontecimento aconteceu, a realidade não mudou porém a pessoa a distorce e a interpreta da maneira desejada; neste caso, a manifestação da verdade estará vinculada à crença (não precisará de uma necessidade em si), estará vinculada a certeza dos valores. Esta primeira opção será “visível” somente para o indivíduo que a cria; neste caso, um outro indivíduo precisará ter os mesmos valores deste primeiro para poder enxergar este acontecimento, a manifestação da realidade criada, ou seja, a manifestação desta “verdade” estará intimamente ligada com a necessidade de se possuir os mesmos valores; Esta necessitará portanto que a necessidade e a vontade de vivê-la se torne maior do que a vontade (inconsciente) de se viver na realidade, não é incomum vermos vários adeptos de uma realidade alternativa (Fãs de Guerras nas Estrelas, por exemplo) que provavelmente compartilharão das mesmas emoções sentidas ao entrar (ou estar) naquela realidade (irreal). A segunda irá ocorrer com a manifestação da realidade verdadeira, neste caso ocorrerá na verdade a libertação mental de uma mentira, para uma vivência maior da verdade (nem sempre mantida), neste segundo caso a verdade se tornará normal, a verdade poderá ser vista por todos. Ou seja, a pessoa humilde tem que ter valores flexíveis, seus valores serão delineados de acordo com que a pessoa vê descortinar a sua frente, as respostas de cada valor atribuído, é como se a pessoa sentisse a realidade pelos resultados, os resultados para alguém humildade varia muito, e digo que é extremamente trabalhoso e duro encontrar a realidade por esse método, a realidade será descoberta cada vez mais, será um trabalho contínuo de aprimoramento; digo também que a história pode ajudar muito neste caso, falo sobre a história ligada aos fatos; na verdade eu recomendo que a realidade seja considerada somente pelo que você viu acontecer na sua frente e não o que ocorreu e posteriormente você viu ou ouviu falar, pois há coisas que não são visíveis a não ser para pessoas realmente humildes, deve ser considerada pela pessoa a provável existência do invisível, ou de um agente externo que como uma lei pode levar alguém para um determinado lugar, com base nas informações obtidas, a pessoa pode observar o que acarreta uma vida assim ou assado e deste modo prosseguir até encontrar a realidade (ou uma parte dela).
Poder: o poder é uma outra forma de se encontrar a realidade; o poder será a busca de coisas vitais e de manifestações claras da realidade, será tida com o confronto direto em assuntos que se contradizem, por exemplo se Jesus afirma que é Deus acima de toda terra logicamente as leis que regem o mundo não o limitam, na verdade elas são limitadas por ele, um lei é a lei da gravidade, ou seja, se Jesus é realmente Deus, ele pode andar por cima das águas (o que segundo a Bíblia ocorreu), ou seja, o confronto de realidades revelam o que é real e o que não é... pode parecer um jeito simples de se encontrar a realidade, contudo não é sábio ir somente por este caminho, se a realidade for tratada sem seriedade, com mediocridade, em resumo: relaxadamente, a realidade pode causar a morte de um indivíduo, a realidade pode ser muito contrária aquela esperada, é preciso ter em mente que a realidade não é controlada, ela controla, ela age e ninguém pode impedir, pois ela é a realidade, ela é a verdade.
Amor: como dizemos antes, o que nos faz ter uma visão alterada a princípio é o egocentrismo, é a valorização própria maior do que todos os outros valores, daí o indivíduo adultera a realidade e cria uma realidade alternativa, o amor por outro lado ocorre quando valorizamos alguém mais do que nós próprios, neste caso a realidade vem se manifestar de uma maneira incrível, ainda que não a compreendamos na maioria das vezes. O amor, de todos é a maneira mais rápida e simples de se achar a realidade, valorizando alguém mais do que nós mesmos nós começamos uma busca pela verdade que irá culminar na certeza de que nós não podemos fazer a outra pessoa feliz, é preciso conhecer os valores, entender os cálculos, enxergar o ideal, e ai sim tentar mostrar o quanto amamos alguém, seja por palavra ou ato, seja sem palavra ou sem ato, a realidade é revelada a nós sempre que nós amamos alguém mais do que a nós mesmos, pois irá mostrar a você que você não está no controle, até por que não há controle (há no máximo uma desistência inconsciente por causa da sua vontade, ou por causa do lucro aparente). Fica claro que na realidade não é possível se comunicar na totalidade, ou seja, não é possível termos certeza de que a pessoa nós entenderá da maneira correta, pois a pessoa pode traduzir da maneira que ela desejar, a realidade nos tira do controle e revela que para tudo será necessário fé, pois a pessoa pode modificar toda o seu objetivo, não há como passar os valores, somente mostrá-los e esses podem ser ignorados, rejeitados, aceitos, ou simplesmente não compreendidos.
Lucro
contemporâneo
Para finalizar, depois de estudar vi que realmente são poucos os que buscam a verdade, as pessoas ainda estão pressas no comportamento da primeira fase, onde para se explicar cada coisa tem que haver dignidade, onde o merecimento impera, pessoas que querem lucros rápidos e não percebem que tudo é irreal, pessoas que como um chamado rei diz: “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”; emoções? Será que isso é tudo que o ser humano pode ter? felicidade por merecimento? Na verdade, faço outra pergunta acima desta... é possível ser feliz por merecimento no mundo físico onde outros morrem de fome? Onde outros estão desesperados? Não precisa pensar muito caro leitor, eu mesmo respondo: Sim! É possível, contudo para isso ser possível a vida humana tem que perder o valor infinito que tem, a vida humana tem que ser classifica através do produzido, e, além disso, tem que haver a lei do mais forte, do mais sábio, na verdade estamos até hoje num círculo vicioso, nós gostamos de falar do passado, do tempo dos bárbaros, e nos sentirmos superiores, sentirmos civilizados... que triste somos, estamos cegos, não há nenhuma diferença do tempo em que os forte que governavam, hoje são os mais sábios, e que lucro há nisso? Acaso assim somos mais justos? Acaso o físico não é igual ao mental? Ambos são desenvolvidos por treinamento e pela graça de Deus, e então? Qual é a diferença? Ambos são passíveis as doenças, ambos são uma parte do ser humano, não há como classificar o ser humano com base no mental ou no físico, todos temos o mesmo valor, e no fundo nós sabemos disso, mas é muito mais interessante colocar-nos em bases de justiça, pois assim perdemos qualquer obrigação de ajudar o próximo, matamos a nossa consciência. Pensando estar praticando a justiça, estamos praticando homicídios. Por isso digo, são poucos os que querem saber a verdade... e porque? porque somos amantes de nós mesmos, queremos ter, poder, ver, e acima de tudo isso, merecer cada um desses verbos...
A verdade eu digo para aqueles que conseguiram ler até aqui, aqueles que compreenderam o que escrevi, aqueles que não estão presos a dignidade, mas estão presos à liberdade que Deus nós dá, com a consciência de que seja qual for a nossa escolha, o futuro trará tudo à luz, e tudo será revelado, esteja onde estiver.
A verdade digo, não mentirei, pois sei que a verdade a longo prazo produz um lucro muito maior do que o lucro que a mentira a curto prazo pode trazer, a verdade é imutável, ela não varia, ela comanda e não é comandada, a verdade é o filho do homem, Jesus Cristo, o Justo, que morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou, aquele que disse: “não turbeis vossos corações, (...) eu sou a ressurreição e a vida, quem crer em mim ainda que esteja morto viverá.”.
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