I
Verdade e Consciência
Eu vou falar sobre a verdade e principalmente jogar o básico
da psique humana, mas primeiro devemos responder:o que é a verdade?
Esta é a
pergunta mais importante contudo ninguém pode analisá-la de frente, e porque?
Porque ao contrário da maioria do que meus antecessores acreditavam a verdade
não é uma ação por assim dizer é uma reação, vamos antes de tudo definir
certos parâmetros, na China entre os princípios de sua espetacular cultura há
alguns que quero retratar dizem que conhecimento é poder, mas será que isso é
verdade? No ocidente a nossa visão de conhecimento é a de que ela se traduz em
controle que no fim se traduz por poder, com o domínio, o conhecimento do
oriental é paradoxal nesse sentido para eles o conhecimento sempre foi usado
para se conseguir alcançar uma vida em harmonia com o mundo, com o cosmo, com
tudo e todos, enquanto a vida para os ocidentais seja na maioria das vezes
empírica e ligada a lógica, na visão do oriental não há um conhecimento linear
de fato e a lógica no fim é uma visão limitada demais(...). Na cultura
oriental eles partiram por outro prisma não há absolutos e com base nessa
informação é traçado uma forma de pensar muito peculiar, começaremos por
explanarmos o básico do básico: o conceito de yang e do yin, e desse conceito
surge uma ideia interessante, a de que a afirmação e sua negação estão
integrados, estão ligados de modo tal que são um só em uma visão completa, ao
se determinar a verdade surge a mentira, ao se jogar a luz surgem as sombras é
nessa base que caminha o pensamento oriental principalmente o chinês, vamos
supor uma afirmação qualquer:
A- Eu
jogo poker.
Vamos supor que ela seja verdade,
desta verdade surge logicamente uma afirmação que é falsa:
B- Eu
não jogo poker.
Essa segunda afirmação pode não
ser manifesta, mas ela é em potencial a mentira que surge de A. No conceito
chinês A seria a parte positiva representando a luz, B seria a parte
negativa, não só por surgir depois mas porque B só existe por causa de A,
sendo assim sem A não há B assim como as sombras, existe agora um ponto que
vale a pena destacar, muitos anos se passaram e poucos observaram que de fato
cientificamente não existe sombra, a sombra é a ausência da luz, a luz não faz
surgir as sombras, até porque as sombras são ausência de luz, por causa da
metáfora das sombras a ideia que se tem é que para chegamos a plenitude
podemos retirar então a luz das afirmações, contudo sem luz não há nada, ou
melhor, sem luz só há sombras ao contrário do que se pensa que sem verdade
não há mentira, de fato, sem verdade tudo é mentira.
Chegamos a um conceito então
preciso e muito importante a verdade não é verdade a não ser que seja
manifesta, não que ela não possa existir mas ela cessa sem fonte, não há
verdade encoberta, verdade encoberta é o mesmo que mentira. E porque posso
afirmar isso? Vamos supor novamente as duas afirmações primeiras:
A- Eu
jogo poker.
B- Eu
não jogo poker.
Contudo eu não sei agora qual é a
afirmação verdadeira, mas antes de chutarmos se uma está correta, quero me ater
ao conceito da mentira, a mentira ela é falsa porque? A mentira é falsa porque
ela carece de fonte, ela é falsa porque a sua afirmação não pode ser provada ou
conferida, ao contrário da verdade, o que concluímos? Que a verdade enquanto
não for provada ou quando há incapacidade de ser comprovada é de fato uma
mentira concluímos então que as afirmações A e B por si só sem afirmação
adicional de qual é verdade são em conceito mentira, ambas as afirmações são
falsas.
Em outras palavras, de modo mais
simples podemos dizer que a verdade de fato não faz surgir a mentira, ela
simplesmente a denuncia.
II- Níveis
da consciência
Isso é bem diferente da visão
chinesa e por mais incrível que pareça se assemelha a visão cristã de pecado e
de santidade, contudo depois eu explicarei e passarei pelo maior filósofo de
todos em minha opinião, Jesus Cristo.
Embora nego
a conclusão filosófica que alguns aderem, não nego de todo a tradição chinesa
de yin e yang o seu poder explicativo no campo sintomático é no mínimo
interessante, principalmente porque o conhecimento eclesiástico deles tem a
pretensão de unir o espírito ao físico, digo pretensão no sentido ocidental,
aqui temos a tendência de separar filosofia, psicologia, teologia e matemática,
claro que estou falando do conhecimento secular ocidental porque até entre os
ocidentais há muitos adeptos a medicinas alternativas que pregam entre outras
coisas a cura do doente e não da doença, já o conhecimento secular dos chineses
tentam unir a psicologia com teologia e erram ao meu ver ao esquecer a
filosofia e o rigor matemático, e o que seria mesmo o conhecimento matemático
de que falo? O conhecimento matemático é o poder de dedução que nos leva a
compreender, a desvendar a verdade por meio de um sistema lógico, é nela que é
formado a atribuição de valores a que me referi no artigo anterior, unir as 4
matérias significa obter conhecimento e poder para reconhecer a verdade:
- A teologia provê (dá, produz).
- A psicologia interioriza.
- A matemática abstrai e determina.
- A filosofia generaliza.
Se fôssemos
colocar em uma espécie de gráfico eu colocaria do seguinte modo:
Observe que coloquei em um quadro
circular, e muitos livros que tratam dos fundamentos da medicina chinesa o
trazem (sem a nomenclatura que adotei), é um círculo que se baseia no princípio
de yin e yang, estes quatro conhecimentos contudo estão dentro da alma humana,
indissolúveis em qualquer indivíduo, inerentes, se eu lhe falar alguma
afirmação filosófica (genérica) você o passará naturalmente pela teologia,
depois pelo seu psique e por última pela matemática para abstrair algum
conhecimento da verdade, se eu lhe falar sobre teologia por sua vez, você irá
observar primeiramente se confere com sua vida, você fará uma espécie de
paralelo entre a informação dada e a sua vida, depois passará tal afirmação
pela lógica o qual deduzirá o saldo e determinará os valores escolhidos e
finalmente pela filosofia, esse conhecimento circular manifesta a
interdependência entre seus métodos e os explicarei com mais calma
posteriormente, ignora contudo tanto o ocidente quando o oriente esta vital
união e por isso mesmo ambos se perdem.
É digno
também de menção que nem todos teremos facilidade em todas as matérias, cada
deficiência causará uma distinta dificuldade, se alguém tem deficiência em
Teologia por exemplo, ele não conseguirá fundamentar com coerência ideias como
moralidade, direito e até civilizado, se alguém tem dificuldade em matemática,
terá dificuldade de extrair informações dificultando assim a leitura e o
deixando inapto a problemas com lógica, se alguém tem dificuldade em psicologia
terá dificuldade em ter opinião própria e de escolher isso ou aquilo, se alguém
tem dificuldade em filosofia, terá dificuldade em ver valores alheios ao seu
tornando inapto a dialogar. Os quatro conhecimentos determinam assim algo mais
do que unicamente conhecimentos distintos, eles revelam quatro níveis
circulares de conhecimento:
1- Teologia Deus Futuro
2- Psicologia Psique
(Eu) Presente
3- Matemática Humos Passado
4- Filosofia Você Presente
Muitas coisas são dignas de nota
nessa hora, uma delas é que a matemática seria a mais ligada a terra e ao mesmo
tempo a mais humana de todas, este é um dos motivos pelo qual usei a
nomenclatura Humos, porque humos significa terra de onde o homem vem pelo
cristianismo/judaísmo/islamismo entre outras,
sendo berço da palavra humano e também porque humos é uma das
classificações do solo, sendo este o mais fértil; logicamente estou usando
também o paradoxo da palavra fértil da qual deriva a palavra fertilizar, que
mostra uma associação de vida à morte, porque a terra é fértil porque foi
fertilizada, porque algo morreu sobre ela, assim também de modo similar a
matemática estuda coisas mortas, inanimadas, embora sim tenha uma das maiores
capacidade de resolver problemas atuais e vivos ela só se faz presente no
passado ou melhor ela só ganha forma com base em coisas acabadas.
Quero
prosseguir falando um pouco no paralelo que existe entre o terreno e o celeste,
entre o psique o genérico, vou para isto trazer um outro gráfico semelhante:
Com este gráfico quero trazer uma
correlação entre os conhecimentos, há uma certa oposição entre eles, e ao mesmo
tempo uma interdependência, confuso? Deixe-me tentar explicar, tudo isso dá
origem a verdade, Descartes demonstra isso em seu livro “Discurso sobre o
Método” (embora a forma cíclica apresentada esteja deduzida parcialmente) no
qual fica evidente que ao aceitar uma verdade (a imutável “penso, logo existo”)
a ideia de que existe um ser perfeito e que sabe de tudo aparece, isso porque
Deus na mente é a própria verdade.
A verdade é o resultado desse círculo vivo,
talvez círculo seja errado por dar a ideia de algo estático, penso que o mais o
correto seria uma eterna roda gigante, ou melhor ainda, seria como se fosse
nosso planeta ao fazer o seu giro sobre si, como eu disse no começo é
impossível mensurá-la de frente, é bem melhor fazermos pela tangente e assim
iremos se Deus nos ajudar.


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