I
TEORIA DO COMPORTAMENTO.
1ª fase: o CorpoAntes de apresentar a teoria do comportamento em si tenho que explicar o que é sentimento e o que é pensamento e então chegar no comportamento, este é o caminho inverso apresentado por Skinner, não vou colocar somente a culpa em Skinner, já que o erro cometido por ele já era cometido por seus antecessores, antes dele a corrente de pensamento mais aceita pela sociedade era o behaviorismo de J. B. Watson, Watson chegou a negar a própria existência dos pensamentos e sentimentos, o que em sua época não ficou imune a críticas severas, devido às críticas, Watson amenizou sua posição afirmando que os eventos mentais até poderiam existir, mas que por não serem visíveis a todos, a ciência psicológica seria “incapaz de estabelecer leis a seu respeito”; creio que ele foi infeliz nesta afirmação, primeiro é preciso colocar tudo nos eixos certos, portanto aqui começa o primeiro conceito sobre comportamento e pensamento.
Podemos chamar de Ideologia toda a forma de manifestação abstrata pessoal da realidade, a Ideologia pode ser dividida em Sentimento e Pensamento; o Sentimento é uma manifestação involuntária do inconsciente este pode ser subdividido em os de origem Psicológica e os de origem Física; o Pensamento é a forma voluntária, é extremamente pessoal, é onde ocorre as atribuição de valores e as tomadas de decisão.
Primeiro o pensamento não é nada mais que uma atribuição de valores feita por uma pessoa à pessoas e à coisas, generalizando diremos que o pensamento é uma atribuição de valor aos objetos a sua volta e de si próprio; o pensamento é a forma como o mundo vem a ser encarado e interpretado pela pessoa, é de conhecimento científico que o que um indivíduo enxerga não corresponde necessariamente a realidade, o que um indivíduo enxerga é um manifestação da realidade incontestável (mesclada) com a realidade criada e desenvolvida pelo próprio indivíduo, deste modo vemos que o mundo a nossa volta é criado e determinado pela nossa mente. Isto infere na primeira demonstração contrária a anteriormente achada, Skinner acreditava que o comportamento determinava os sentimentos incluindo ai os pensamentos, ele errava nesta junção pois o pensamento é totalmente diferente do sentimento, e devo dizer que é do pensamento que provêm todo o nosso comportamento e não o contrário concluído por Skinner. Um exemplo que podemos ver é o da água e do indivíduo com sede, um indivíduo com sede irá beber aguá, ou seja um comportamento anterior (a transpiração ou outra forma de perda do líquido vital para a vida) impulsiona o sentimento (a sede), e este impulsiona outro comportamento (beber água), contudo se o indivíduo tiver predeterminado consigo jejuar e vier sentir sede, ele não beberá água, o que demonstra que o sentimento é involuntário e depende do estado em que o ser humano se encontra, mas não determina o comportamento do ser humano, o comportamento é determinado pelo pensamento. É claro que a realidade é uma só, porém como dissemos os acontecimentos são adulterados e moldados de acordo com a vontade do próprio ser, a realidade neste caso seriam:
a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, ....z,....
Uma pergunta nasce dessa informação: o que é a realidade e como saber o que é real e o que não é? Esta pergunta é muito complexa, se entendermos que a nossa consciência produz o comportamento entraremos em um problema sem tamanho, a antropologia afirma que ninguém consegue ser imparcial ao produzir algo, ou seja, é impossível que seu comportamento seja imparcial (haja justiça perfeita) na sua própria mente, na nossa mente não há o certo e o errado, há sim uma atribuição de valores com relação a cada ato e cada ideologia manifestada (comportamento), contudo a realidade é uma só, há diversas formas de interpretar um ato ou uma manifestação ideológica, porém a realidade é uma só, se tudo que nós vemos, ouvimos, sentimos, e que de algum modo nos toca pode ser influenciado pela nossa consciência, como distinguir entre o que é real e o que não é? A verdade não pode ser encontrada pelo ser humano em si, é preciso de algum ser, que observe de fora deste estado de egocentrismo entenda a visão do ser humano e saiba interpretar quantitativamente a realidade compreendida interpretando assim o ambiente criado na realidade em si e mostrando a realidade verdadeira. Ou seja o ser humano nunca poderá ter certeza daquilo que vê e daquilo que sente, para tudo será necessário ter fé.
Outra coisa observada é que se todo comportamento é um resultado do pensamento, todo comportamento tem uma finalidade predeterminada pelo pensamento, seja direta ou indireta. A última afirmação é que todo comportamento é escolhido entre várias outras possibilidades, o indivíduo escolhe aquele que ele acredita ser como o mais ideal, ou seja, ele escolhe aquele que apresentar os resultados desejados (ou o mais próximo desse), sempre resultados positivo de acordo com a atribuição de valores do próprio indivíduo, generalizando dizemos que todo comportamento se baseia no seguinte lucro:
L= Ps.As - Pf.Af
Ou seja, o comportamento se baseia no lucro decorrente da diferença entre a possibilidade de sucesso multiplicado pelo ganho que o sucesso irá acarretar e a possibilidade de fracasso multiplicado pela perda que o fracasso irá acarretar, quando o L for negativo o inconsciente sinalizará com algum sentimento negativo, se for positivo o inconsciente também sinalizará, contudo será com sentimentos positivos, é preciso destacar que a possibilidade não significa a probabilidade matematicamente em si, esta probabilidade não condiz com a realidade e sim com uma probabilidade desenvolvida mentalmente de acordo com a experiência da pessoa em relação ao tal comportamento, ou seja essa probabilidade será estritamente relacionada com a quantidade de vezes que a pessoa passou por determinado rumo e (ou, no caso de ausência desta primeira) quantas vezes o rumo em questão foi tomado sendo observado pelo indivíduo, e a quantidade de vezes que foi obtido sucesso ou fracasso. Desse modo vemos que todo comportamento não tem somente uma finalidade, como também todo comportamento apresenta um lucro (uma ganho) para o indivíduo que o pratica, claro que será positivo de acordo com os valores do indivíduo que o pratica. Algo que é importante destacar é que a base de todo o comportamento de um indivíduo gira em torno do seu ideal, o ideal é a coisa ou a pessoa mais valorizada pelo indivíduo; todo seu cálculo se baseará aqui, ou seja, o lucro as vezes não será propriamente da pessoa, na verdade será para outro indivíduo, neste caso este último indivíduo será mais valorizado do que o indivíduo que pratica o comportamento, isso significa que o lucro foi contabilizado em torno do último indivíduo, e o lucro do próprio indivíduo será ver um lucro ser contabilizado para o último. Podem existir várias coisas valorizadas pelo indivíduo, neste caso o cálculo do lucro se estenderá a quanto o objeto mais valorizado é afetado positivamente pelo comportamento estudado, depois é calculado para o segundo mais valorizado, até que chegue a coisa menos valorizada.
Deste modo a cultura seria apenas uma forma regional padrão de se atribuir valores, o “normal” seria condicionado a um valor normalmente atribuído a algo, o “genial” seria algo incomum que deu ou dá certo, ao contrário desses teríamos a loucura e o doido (sendo a principal diferença entre eles o sucesso com relação ao meio em que ele vive); o ideal seria um padrão que alguém pode chamar de perfeito; o pensamento é amplo e abrange todas as formas de manifestação intelectual pessoal, dentro desta imensidão as idéias são formadas, as vezes são formadas inconscientemente outras vezes é algo muito bem observado pela pessoa, nas idéias estão quase todos os principais comportamentos rotineiros, nas idéias é que o indivíduo decreta seus valores e relaciona comportamentos com coeficientes positivos ou negativos, as tomadas de decisão provém das avaliações mentais relacionadas a determinados atos, fatos ou acontecimento, assim firmados nos valores tomamos um rumo y, os acontecimentos que irão decorrer pela escolha do rumo y terão um papel v, para exemplificarmos melhor poderíamos dizer o seguinte:
y= v1.a + v2.b + v3.c + v4.d + .... vX.H...
Onde y significa o rumo tomado consciente mente pela pessoa; a, b, c, d, ..., H,... são acontecimento que ocorrem no mundo físico; e v1, v2, v3, v4.... vX, .... são os valores atribuídos pela pessoa (as vezes consciente mente, as vezes não) ao acontecimento, esses valores as vezes tem um valor +, seriam os que reforçam a idéia de que o rumo y tomado foi o correto, seriam sinalizados com um sentimento positivo, os valores negativos seriam os que balançariam o rumo y, e diriam que o rumo y foi o rumo errado, seriam sinalizados com sentimentos negativos; deste modo vemos que não basta um acontecimento para moldar a pessoa, a pessoa escolhe diretamente como traduzi-lo mentalmente, ou seja o valor atribuído ao acontecimento é totalmente maleável a vontade daquele que o vê, o que significa que às vezes um único ato pode mudar o rumo y, dependendo do valor atribuído ao acontecimento H; também é preciso dizer que às vezes o acontecimento pode ser suprimido, pode ser ignorado (vX=0), quando isso ocorre podemos dizer que alguém tem uma idéia fixa.
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